Fonte: Correio da Bahia
06/04/2008
Jony Torres
Programa de reestruturação prevê fim do atual processo seletivo.
O espírito revolucionário, que sempre fez parte do cotidiano das universidades brasileiras, virou mote de um amplo projeto de reformulação do ensino superior público no país. Batizado de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o programa tem a meta de alcançar 1,08 milhão de matrículas em todo o Brasil, modernizar os modelos curriculares, ampliar as formas de ingresso nas universidades e chegar a 90% de conclusão nos cursos de graduação presencial.
Entre as 54 instituições que existem no país e aderiram à reforma, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) programa, entre as novidades, a extinção do vestibular até 2012 e a criação de 51 novos cursos, entre graduações (20), tecnológicos (11), bacharelados interdisciplinares (4) e licenciaturas especiais (16). Somente no turno noturno, 21 turmas serão oferecidas e as mudanças já começam em 2009.
Em todo o país serão gastos R$2 bilhões, sendo R$216 milhões em 2008, R$942 milhões em 2009, R$658 milhões em 2010 e outros R$400 milhões em 2011. Do montante, a Ufba deve receber algo em torno de R$92,4 milhões para garantir a oferta de 37 mil matrículas em 2012, contra as 21,1 mil realizadas em 2006.
O quadro acadêmico da Ufba também será ampliado, com a contratação de 533 professores no regime de dedicação exclusiva e 470 para o preenchimento de vagas de substituto. Ainda no segundo semestre de 2008, será lançado um edital para a contratação de 264 professores através de concurso público.
Durante a solenidade de lançamento do Reuni, na semana passada, o ministro da Educação, Fernando Haddad, deu o tom do otimismo revolucionário ao falar para o presidente Lula: “Os futuros presidentes vão ter que prestar contas desse pacto e o senhor vai comemorar o fato de alguém, que vier depois, poder fazer ainda mais pela educação brasileira do que o senhor está fazendo”, profetizou Haddad.
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