Nove pré-candidatos estão na corrida pelo Thomé de Souza
Com o lançamento esta semana, no Hotel da Bahia, da pré-candidatura do ex-vereador Miguel Kertzman (PPS) à Prefeitura de Salvador, já são nove os pré-candidatos habilitados à corrida pelo poder no Palácio Thomé de Souza. Além de Kertzman, estão no páreo João Henrique (PMDB), Antonio Imbassahy (PSDB), ACM Neto (DEM), Lídice da Mata (PSB), Edvaldo Brito (PTB), Carlos França (PSOL), Raimundo Varela (PRB) e Olívia Santana (PCdoB). Agora, só falta a definição do PT.
“É a primeira eleição depois da morte do ex-senador ACM e isso tem um significado profundo, pois por muitos anos a Bahia viveu num maniqueísmo bipolar que empobreceu a nossa política. Agora, estamos tentando sair para uma pluralidade que contemple as várias matizes políticas do Estado, representando os vários interesses e correntes de idéias”, disse Kertzman no lançamento da pré-candidatura.
Segundo ele, o próximo prefeito terá que ter visão urbanística e olhar de longo prazo sobre a cidade. “Salvador não suportará mais um alcaide que cuide só de tapar buraco e pintar meio-fio. Será o caos”, falou, cobrando dos pré-candidatos já na disputa uma discussão mais séria acerca de propostas efetivas para a terceira capital do País.
“O importante é colocar na pauta do debate aquilo que interessa ao cidadão e não discursos midiáticos e demagógicos. É por isso que o PPS vai fazer sua campanha discutindo projetos sérios para a cidade, que é o que interessa à população”, asseverou Kertzman.
Materializando o seu discurso, o prefeiturável do PPS, que já foi secretário de Transportes de Salvador na gestão Lídice da Mata, aproveitou o pré-lançamento de sua candidatura para realizar o seminário “Realidade de Salvador”, com a participação do arquiteto Carl Von Hauenschild e dos presidentes do Instituto dos Arquitetos da Bahia (IAB), Paulo Ormindo, do Sinduscon, Marcos Galindo, e da Federação das Associações de Bairros de Salvador (Fabs), João Pereira.
Na oportunidade, foram discutidas as oportunidades perdidas com a aprovação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador (PDDU), questionado pela oposição. O arquiteto Paulo Ormindo, por exemplo, criticou duramente o documento. Frisou que o plano, do jeito que está, “não tem respaldo de nenhuma categoria profissional nem dos quadros técnicos da própria prefeitura”.
CIDADE INVIÁVEL – “O PDDU não oferece nenhuma alternativa para resolver o problema do transporte de massa da cidade. Além disso, Salvador não tem efetivamente um órgão que cuide do seu planejamento urbano, já que a Seplan hoje trabalha só pra atender emergências pontuais. O resultado é que estamos caminhado para uma cidade inviável do ponto de vista urbano”, pontuou Ormindo.
A mesma posição é defendida pelo arquiteto Carl Von Hauenschild, para quem a capital baiana está muito próxima de chegar a um colapso no tráfego “caso se continue a priorizar o uso do carro particular, sem investir em soluções de transporte de massa”. Disse que é preciso pensar no planejamento da cidade “não daqui a 20 anos, mas daqui a 50 anos ou mais, como fazem os grandes centros, como Paris, Moscou, Londres, etc. Se não definirmos agora, por exemplo, futuras faixas de domínio para o metrô, daqui a alguns anos vamos ter que desapropriar áreas ocupadas a um custo muito mais alto para construir essa vias”.
Fonte: http://www.noticiasdabahia.com.br/editorias.php?idprog=e816c635cad85a60fabd6b97b03cbcc9&cod=1480
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