debatesdequinta » Reuni http://debatesdequinta.com a atualidade baiana em questão. Sat, 21 Jun 2008 03:03:50 +0000 http://wordpress.com/ pt-br hourly 1 http://www.gravatar.com/blavatar/d9e8a2cf5958f6e3b34ae48eba7b5e01?s=96&d=http://s.wordpress.com/i/buttonw-com.png debatesdequinta » Reuni http://debatesdequinta.com Análise Crítica - REUNI http://debatesdequinta.com/2008/06/20/analise-critica-reuni/ http://debatesdequinta.com/2008/06/20/analise-critica-reuni/#comments Fri, 20 Jun 2008 23:21:13 +0000 masouza http://facomdebate.wordpress.com/?p=229 ]]>

O debate da disciplina Comunicação e Atualidade II acerca do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), instituído pelo Governo Federal em abril de 2007, aconteceu no dia 10 de junho, com a presença de três convidados.

O debate tinha como objetivo discutir as implicações metodológicas do Reuni como a

1. Autonomia das Universidades Federais:

2. O bacharelado interdisciplinar

3. Questão orçamentária da implantação do programa.

Para isso convidamos dois professores e dois estudantes, com históricos de posicionamento distintos sobre as diretrizes da reformulação universitária. Foram eles:
1. Arthur Gibson  - estudante de história, líder do Centro Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas e militante filiado ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).
2. Fernando Pacheco – estudante de economia, membro do grupo político universitário Flores de Maio e da Executiva Nacional do PT
3. Arthur Matos Neto – Diretor do Instituto de Física
4. Marcelo Embiruçu – Coordenador do colegiado de Engenharia Química. *

*Por motivos pessoais, o Prof. Marcelo Embiruçu teve de cancelar sua participação no evento.

Arthur Gibson e o Prof. Arthur Neto se colocaram durante o processo de adesão da UFBA ao Reuni numa posição de reprovação as diretrizes do programa, enquanto Fernando Pacheco foi um entusiasta de primeira hora do programa.

Ainda que as questões do debate estivessem direcionadas para uma abordagem do futuro da universidade com o REUNI, foi inevitável um resgate do conturbado processo de implementação do decreto na UFBA e nas demais universidades federais. O Professor Arthur pontua que antes de responder a qualquer questão acerca do tema, faz-se necessária uma retomada da votação do documento de adesão assinado no dia 19 de outubro de 2007, “o vencido não pode ser esquecido, este reitorado não respeitou o direito das minorias” afirma.

Em seu turno, Fernando Pacheco resgatou o histórico antidemocrático e elitista da universidade pública, para em seguida exaltar as conquistas quantitativas do REUNI: número de vagas, contratação de professores e funcionários, e metas que projetam maiores índices de conclusão.

Gibson, em seu primeiro momento, empenhou-se em contextualizar o decreto dentro da política do governo Lula, enquadrando-o dentro dos ditames da política neoliberal. Em resposta, Fernando aponta a atual conjuntura política latino-americana como predominantemente de governos de esquerda, confrontando a opinião de Gibson. Ambas as considerações são irrelevantes para a proposta do debate, contudo, demarcaram os lugares de falas dos convidados.

Quando questionados acerca dos Bacharelados Interdisciplinares, Gibson é enfático em sua desaprovação. Ele indica que o BI instalará uma formação generalista numa universidade sem pesquisa ou extensão, uma instituição incapaz de proporcionar uma formação acadêmica plena. Para arrematar, ele afirma que o BI seria ” o milagre da multiplicação”, jamais um incremento educacional no ensino superior brasileiro. A inclinação socialista de Gibson se expressaria ainda quando ele ataca uma universidade voltada somente para despejar diplomas no mercado. Está implícito em seu discurso a idéia de que o papel ideal da universidade pública deve pender para desenvolvimento de uma formação humanitária e não corresponder a demanda mercadológica.

Fernando contesta a provocação de Gibson afirmando que “ou o BI é uma  formação generalista ou é uma formação mercadológica” , atenta ainda que uma fomação voltada para o mercado não é de todo ruim para universidade, uma vez que é uma necessidade do povo brasileiro.

Com o objetivo de diminuir a evasão, o REUNI propõe a meta de 90% dos alunos matriculados há cinco anos deverão concluir os estudos, sobre essa meta o Professo Arthur pontua que “fere um pouco, mas não de morte” a autonomia das universidades federais, coloca ainda que “essa é uma daquelas metas para não serem alcançadas “, a posição do professor no debate foi mais moderada do que no momento da adesão, onde ele falava à imprensa sbre o carater antidemocrático da implementação do REUNI e se poscionava fortemente contra o programa, hoje, ele justifica a sua  moderação com o fato de que não há volta, afirma que “perdeu” e que agora é momento de pensar em implatar o decreto através de um processo justo.

Gibson por sua vez, trata a meta de 90% como “completamente irreal”, lembra da falta de assistência estudantil na UFBA, ele atenta para porcentagem de verba prevista pelo decreto, que aumentará no máximo 20%, enquanto o aumento de alunos será de 80%. Fala ainda do risco da universidade transformar-se m direção do modelo adotado pelo ensino médio publico.

Fernando Pacheco lembra da cultura de reprovação de algumas unidades, contudo, concorda com os outros ebatedores e diz que o número de 90% é absurdo. Pontua ainda novamente, assim como na sua primeira fala, do problema estrutural da universidade, que passa, segundo ele, por questões políticas, “a força está concentrada nos departamentos, nas figura dos mesmos professores”.

Rebatendo a última afirmação de Fernando, Prof. Arthur afirma que o curso de física por exemplo, tem um ídice de 20% de conclusão, mas esse número e repete nos países da Europa, ou seja, é uma característica desta formação. Nesta mesma fala retoma o tema da proposta de universalização do ensino superior através do REUNI: “A questão é dinheiro, já sabemos quando universalizmos o ensino médio o que aconteceu, o salário dos professores achatou, a profissão foi desvalorizada, (…), quem não tiver uma pós graduação forte corre o risco de virar um escolão de terceiro grau”. Segundo ele, os estados do nordeste correm esse rico.

Falando sobre a proposta de média de 18 alunos por professor o professor Arthur contemporizou, dizendo que essa meta é possível, mas que não é aplicável a todos os cursos nem em todas as disciplinas, a firmou que as metas do decreto são necessárias para que se possa correr atrás de algo, sem metas “não vai acontecer nem assim nem assado”, diz ele. Na sua fala, o professor diz novamente acreditar que este é o momento de pressionar o Governo Lula para que a reforma aconteça da melhor maneira possível, lembra que o decreto só tem uma página, ou seja, está aberto e este é o momento de sua construção, e que a construção der-se a partir de debates como este.

Gibson contesta a posição do prof. Arthur, afirma que “o reitor fraudou” a adesão e que o REUNI não é a única forma de reformar a universidade.

Por fim, vale pontuar a explicação do Professor Arthur acerca da  de suas críticas ao decreto : “minha crítica ao REUNI hoje é completamente diferente de uma não atrás, simplesmente porque nós assinamos. “

Podemos perceber ao longo desta pequena explanação sobre o debate o quanto estavam demarcados os lugares de fala dos convidados, seus discursos eram condizentes com as instituições as quais fazem parte. Fernando como já dito, membro do partido Governo Lula, utiliza dados e números disponibizadosembasar suas falas, seus enunciados são bastante coerentes, sua postura passa segurança e ele fala de forma muito elucidativa. pelo governo para

A postura de Arthur Gibson também é condizente com seu histórico no movimento estudantil e com sua participação num partido de oposição ao governo. Sua postura durante o debate é mais agressiva, contudo, denota paixão e crença naquilo que expõe, a estratégia de convencimento vem desse fatores, além dos argumentos também baseados em números e enunciados de forma esclarecida.

A postura do professor Arthur Matos distanciava-se das dos dois estudantes, certamente pela posição de único  professor presente na mesa, o que lhe conferia uma autoridade diferenciada. No inicio do debate suas posições pareciam bastante contrárias ao decreto, contudo, suas opiniões são pragmáticas, de maneira que, no final do debate o Professor já direcionava seu discurso para o debate sobre as melhores maneiras para implantação do REUNI, uma vez que entendeu o momento conturbado da adesão como passado.

Entendemos o debate como produtivo, esclarecedor e bem demarcado. Podemos perceber claramente os lugares de fala dos debatedores, contudo, as questões essencialmente políticas foram controladas pelo mediador, e o tema foi o enfoque da discussão, esta por sua vez, teve nos apresentou esclarecimentos pertinentes tanto pró quanto contra REUNI, conferindo ao público maiores possibilidades de formar uma opinião própria e embasada sobre o tema.

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Reuni criará 9.543 novas bolsas de pós até 2012 http://debatesdequinta.com/2008/04/10/reuni-criara-9543-novas-bolsas-de-pos-ate-2012/ http://debatesdequinta.com/2008/04/10/reuni-criara-9543-novas-bolsas-de-pos-ate-2012/#comments Thu, 10 Apr 2008 21:41:59 +0000 nathaliamattos http://facomdebate.wordpress.com/?p=90 ]]>

Fonte: Universia

Publicado em 08/04/2008 - 12:11

Serão 960 delas concedidas já neste ano

O Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) terá uma grande expansão também nos cursos de pós-graduação, além daquele previsto para a graduação. A iniciativa do MEC (Ministério da Educação) criará 9.543 novas bolsas de pós-graduação até 2012. As universidades do país poderão contar já em 2008 com 960 bolsas. Na UnB (Universidade de Brasília), por exemplo, o programa de expansão da pós-graduação começará em 2009.

Os pró-reitores de graduação e pós-graduação das universidades federais brasileiras se reuniram no dia 1º de abril para discutir e definir as bases operacionais para liberação de recursos que custearão o programa. As bolsas serão concedidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Para facilitar o gerenciamento, cada instituição será responsável pelo pagamento de seus bolsistas.

O decano (pró-reitor na UnB) de Ensino de Graduação da Universidade de Brasília e integrante do Grupo Assessor do Reuni, Murilo Camargo diz que o objetivo é que essas bolsas façam parte do processo de formação de estudantes de Mestrado e Doutorado para a atividade docente e que os mesmos devem participar como atores coadjuvantes no processo formativo da graduação, para melhorar e desenvolver práticas pedagógicas para a Educação Superior.

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Abaixo o vestibular! http://debatesdequinta.com/2008/04/10/abaixo-o-vestibular/ http://debatesdequinta.com/2008/04/10/abaixo-o-vestibular/#comments Thu, 10 Apr 2008 21:36:37 +0000 nathaliamattos http://facomdebate.wordpress.com/?p=89 ]]>

Fonte: Correio da Bahia

06/04/2008

Jony Torres

Programa de reestruturação prevê fim do atual processo seletivo.

O espírito revolucionário, que sempre fez parte do cotidiano das universidades brasileiras, virou mote de um amplo projeto de reformulação do ensino superior público no país. Batizado de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o programa tem a meta de alcançar 1,08 milhão de matrículas em todo o Brasil, modernizar os modelos curriculares, ampliar as formas de ingresso nas universidades e chegar a 90% de conclusão nos cursos de graduação presencial.
Entre as 54 instituições que existem no país e aderiram à reforma, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) programa, entre as novidades, a extinção do vestibular até 2012 e a criação de 51 novos cursos, entre graduações (20), tecnológicos (11), bacharelados interdisciplinares (4) e licenciaturas especiais (16). Somente no turno noturno, 21 turmas serão oferecidas e as mudanças já começam em 2009.
Em todo o país serão gastos R$2 bilhões, sendo R$216 milhões em 2008, R$942 milhões em 2009, R$658 milhões em 2010 e outros R$400 milhões em 2011. Do montante, a Ufba deve receber algo em torno de R$92,4 milhões para garantir a oferta de 37 mil matrículas em 2012, contra as 21,1 mil realizadas em 2006.
O quadro acadêmico da Ufba também será ampliado, com a contratação de 533 professores no regime de dedicação exclusiva e 470 para o preenchimento de vagas de substituto. Ainda no segundo semestre de 2008, será lançado um edital para a contratação de 264 professores através de concurso público.
Durante a solenidade de lançamento do Reuni, na semana passada, o ministro da Educação, Fernando Haddad, deu o tom do otimismo revolucionário ao falar para o presidente Lula: “Os futuros presidentes vão ter que prestar contas desse pacto e o senhor vai comemorar o fato de alguém, que vier depois, poder fazer ainda mais pela educação brasileira do que o senhor está fazendo”, profetizou Haddad.

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Ufba criará 51 novos cursos e eliminará vestibular http://debatesdequinta.com/2008/04/10/ufba-criara-51-novos-cursos-e-eliminara-vestibular/ http://debatesdequinta.com/2008/04/10/ufba-criara-51-novos-cursos-e-eliminara-vestibular/#comments Thu, 10 Apr 2008 21:21:40 +0000 nathaliamattos http://facomdebate.wordpress.com/?p=88 ]]>

Fonte: Correio da Bahia

06/04/2008

Mudanças fazem parte do Reuni e devem ser aplicadas pelas universidades públicas federais até 2012.
   

Uma revolução no ensino superior. Isso é o que promete para os próximos quatro anos o programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do Ministério da Educação (MEC). A meta é alcançar 1,08 milhão de matrículas em todo o Brasil, realizar mudanças acadêmicas modernizando os modelos curriculares, ampliar as formas de ingresso nas universidades e atingir 90% de conclusão nos cursos de graduação presencial. A intenção é recuperar o tempo perdido e colocar a academia brasileira pública na vanguarda do ensino no país.                                                                                                   Entre as 54 instituições que existem no país que aderiram à reforma, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) foi uma das primeiras e passará por modificações em sua estrutura física e acadêmica, além da expectativa de ver extinto o vestibular até 2012. Serão novos 20 cursos de graduação, 11 cursos tecnológicos, quatro bacharelados interdisciplinares (BIs) e 16 licenciaturas especiais. Somente no turno noturno, 21 turmas serão oferecidas e as mudanças já começam em 2009.                                                                                  Os recursos foram garantidos através de um plano de apoio lançado no início do mês pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, em Brasília. Em todo o país, serão gastos R$2 bilhões, sendo R$216 milhões em 2008, R$942 milhões em 2009, R$658 milhões em 2010 e outros R$400 milhões em 2011. Do montante, a Ufba deve receber algo em torno de R$92,4 milhões para garantir a oferta de 37 mil matrículas em 2012, contra as 21,1 mil realizadas em 2006.
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NÚMEROS DO REUNI ATÉ 2012                                                                                                                         BRASIL

52% será o crescimento do número de vagas

R$2 bilhões devem ser investidos

15,7 mil novos professores devem ser contratados

1299 cursos noturnos serão oferecidos 

BAHIA

37mil alunos matriculados

1003 novos professores contratados

90% dos alunos matriculados há cinco anos deverão concluir os estudos

20 novos cursos de graduação

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Mil professores contratados

Entre as metas estabelecidas pela universidade baiana estão a criação de 2.530 novas vagas em cursos noturnos de graduação e outras 1.980 novas vagas em cursos diurnos de graduação. O quadro acadêmico também será ampliado, com a contratação de 533 professores no regime de dedicação exclusiva e 470 para o preenchimento de vagas de substituto. Ainda no segundo semestre de 2008, será lançado um edital para a contratação de 264 professores através de concurso público. 
Somente com as novas contratações, o governo federal vai arcar com um custo a-nual de R$85 milhões, dinheiro que será integrado ao orçamento da instituição, que atualmente é de R$600 milhões. A quantidade de investimentos é tão grande que, desde que assumiu o cargo, a atual administração da Ufba recebeu em cinco anos apenas R$16 milhões para investimentos. Nos próximos três anos, já tem garantido um valor quase cinco vezes maior.                                                                                                                                 A empolgação do MEC com relação ao futuro da educação superior é tão grande que, durante a solenidade de lançamento do Reuni, o ministro Fernando Haddad afirmou diretamente ao presidente que nenhum sucessor de Lula vai ter coragem de interromper seu desenvolvimento. “Os futuros presidentes vão ter que prestar contas desse pacto e o senhor vai comemorar o fato de alguém, que vier depois, poder fazer ainda mais pela educação brasileira do que o senhor está fazendo”, profetizou Haddad.

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Estudantes chegaram a protestar

O caminho para a aprovação do Reuni foi conturbado e cheio de protestos. No ano passado, dezenas de estudantes que haviam iniciado uma ocupação para protestar contra a falta de investimento e a situação precária das universidade federais mudaram os rumos do movimento e investiram contra o projeto de reforma. Entre os argumentos estava a falta de recursos para assegurar a permanência de estudantes de baixa renda, a possibilidade de diminuição da qualidade de ensino com a entrada de mais alunos e falta de diálogo com os alunos.                                                                                                                                    A desocupação da Reitoria foi feita após 46 dias e com a utilização da força da Polícia Federal, que cumpriu um mandado judicial de reintegração de posse. Hoje, poucas vozes se levantam para reclamar das metas de aumentar em 300% os recursos para a assistência estudantil e alcançar o número de 500 vagas em residências universitárias. Dessas, 120 novas já estarão disponíveis em 2009 nas novas instalações que estão sendo construídas na Avenida Anita Garibaldi. Outros três módulos idênticos devem ser construídos, além de um restaurante universitário com capacidade para servir 2400 refeições por dia.                      “Houve a orquestração de um movimento político nacional e muita desinformação. Eles reclamavam exatamente o que nós estávamos propondo mas, felizmente, o clima hoje é outro”, afirmou Naomar. Também estão previstas 600 bolsas de permanência, no valor de R$300, além da ajuda de custo com valores entre R$140 a R$300, e outras vantagens.
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Principal mudança será na concepção
Um dos primeiros a defender as reformas, o reitor da Ufba Naomar de Almeida comemora a consolidação das mudanças. Envolvido nas discussões e elaborações de propostas desde agosto de 2006, ele prevê um intenso trabalho pelos próximos anos. “Agora é que começa o trabalho. Vamos ter muitas transformações físicas, mas a principal será a mudança na cultura para os alunos, professores e da própria sociedade com relação à universidade”, adiantou Naomar de Almeida Filho.                                                                          Uma dos desafios será mitigar as desconfianças em relação aos bacharelados interdisciplinares (BIs), a porta de entrada para vários cursos. Neste novo regime, o estudante escolhe uma das quatro grandes áreas do conhecimento humano (ciências matemáticas, ciências da saúde, humanidades e artes), na qual vai estudar durante três anos. Depois da formação básica e de acordo com o desempenho, ele poderá optar por um curso profissionalizante, onde se especializará em cursos tradicionais como por exemplo medicina, direito ou arquitetura. A duração da segunda etapa varia de acordo com a especialidade.                           Quem concluir o BI vai receber o diploma de bacharel e poderá lecionar ou ainda optar por um mestrado acadêmico para tornar-se professor ou pesquisador. Entre as vantagens apontadas por quem defende este sistema, está o adiamento da escolha profissional, o que diminuiria a evasão e a mudança de cursos, e o aumento da capacidade de conhecimento, transformando os estudantes em pessoas mais capazes de correlacionar conhecimentos.                                                                                                                           No entanto, alguns estudantes estão preocupados com a possibilidade de ficarem três anos dentro da universidade e depois saírem com um diploma que os habilita apenas para ser professor. “Não sei se isto vai dar certo, pois o mercado pode rejeitar estes diplomas como se fosse um profissional de segunda categoria”, ponderou Kátia Lima, vestibulanda que se prepara para prestar vestibular para direito. Todas as mudanças curriculares vão valer para os alunos que ingressarem a partir de 2009 e não para os atuais estudantes.

Segundo o reitor da Ufba, a universidade tem a função de sinalizar novos horizontes e não pode ficar refém de fórmulas ou perfis de mercado. “Precisamos exercer o nosso papel de protagonista do sistema educacional brasileiro e isto vai acabar com a instrumentação dos nossos alunos, os transformando em seres humanos mais capazes e portanto melhores profissionalmente”, defendeu Naomar.
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Interior também será beneficiado                                                                                                                                                      Como uma das principais diretrizes do Reuni é interiorizar o ensino superior, haverá a ampliação das unidades, dos cursos oferecidos e do número de vagas principalmente na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Para as unidades da Ufba localizadas em Barreiras e Vitória da Conquista, a meta é chegar em 2012 com a oferta de 2.800 vagas somente graças a investimentos de quase R$34 milhões. Em Barreiras, onde o processo seletivo para novos professores já começou, devem ser criados os cursos de matemática, física e ciências contábeis, cada um com 40 vagas.                                                                  No entanto a Ufrb deverá receber o maior aporte de recursos, R$65,8 milhões, para a expansão. A proposta é oferecer a partir de 2009 17 novos cursos, para alcançar em 2012 os 48 cursos e a criação de 2.970 novas vagas. Entre as novidades estão cursos nas áreas de saúde, um bacharelado interdisciplinar em saúde coletiva, licenciatura em química, turismo, letras com Libras, engenharia da computação, matemática, física, dentre outros.
Para a pró-reitora de graduação em exercício da UFRB, Janete dos Santos, esses novos cursos são fundamentais para o desenvolvimento da região que há muitos anos espera por uma ação desse tipo. “Nós vemos nossos estudantes se deslocando para a capital e outras cidades em busca de uma universidade. E muitos deles acabam não voltando, deixando a sociedade local carente desse conhecimento”, explicou Janete.
Com sede em Cruz das Almas e campus em Santo Antônio de Jesus, Cachoeira e Amargosa, a idéia é utilizar o potencial dessa região com vocação para o turismo histórico e desenvolvimento de tecnologias agropecuárias. Mas, para atender os novos alunos, será preciso a contratação de pelo menos cem professores e 50 servidores de nível superior. Segundo a pró-reitora todos serão selecionados mediante concurso público. “Com o Reuni, a visão sobre a universidade praticamente mudou. Seremos uma escola com ampla articulação com outros níveis de ensino e atuação mais forte na educação básica e tecnológica”, adiantou.
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Reforma estrutural já começou
Como a intenção é iniciar 2009 com oferta de 21 turmas em cursos noturnos, chegando ao total de oito mil alunos matriculados, as obras para preparar a universidade já começaram. Dos recursos do Reuni, R$16 milhões já estão na conta da Ufba e vão ajudar a melhorar a iluminação, ampliar os equipamentos, facilitar a acessibilidade e a circulação nos diversos campi da instituição.
Está prevista a conclusão, ainda neste semestre, de obras já iniciadas como o novo pavilhão de aulas em São Lázaro, outras 15 salas em Ondina e reativação de 42 salas. As construções serão discutidas com o Conselho Universitário e o correto posicionamento delas vai demandar a elaboração de um novo plano diretor de desenvolvimento da instituição.
No entanto, o aumento do número de turmas noturnas assusta alguns estudantes, como a aluna de espanhol Camila Moreira, que tem aulas às terças e quintas à noite, na Faculdade de Educação, no Vale do Canela. “Aqui é muito deserto, escuro e quase não se vê vigilantes. Eu morro de medo, mas preciso estudar e este curso é mais barato do que os particulares”, alertou a estudante. 
Com relação à questão da segurança, o reitor informa que o problema será bastante discutido com a comunidade acadêmica e todas as medidas necessárias serão implementadas. Ele não descarta a elevação do número de vigilantes e construção de guaritas e postos de observação. No entanto, ele acredita que a própria presença de alunos vai diminuir casos de violência. “Nossa experiência indica que quanto mais vazio o espaço, mais incidentes ocorrem”, afirmou Naomar.

 

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CLIPAGEM REUNI. http://debatesdequinta.com/2008/04/08/clipagem-reuni/ http://debatesdequinta.com/2008/04/08/clipagem-reuni/#comments Tue, 08 Apr 2008 23:44:38 +0000 nathaliamattos http://facomdebate.wordpress.com/?p=63 ]]>

15 de março - Governo Federal ampliará número de vagas em cursos noturnos.

15 de março - Reitor da UFMT participa do lançamento do Reuni em Brasília.

17 de março - Educação no Brasil passa por revolução, diz Lula.

17 de março - Lula diz estar fazendo revolução na educação universitária.

18 de março - Para exministros Reuni não resolve o problema.

18 de março - Para Andife, expansão das Federais não afeta qualidade.

19 de março - Confea participa do lançamento do Reuni.

30 de março - Faculdades Federais vão receber R$ 363,3 mi do governo.

02 de abril - Discussão sobre bolsas e maior integração sobre cursos.

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